| Visite-me brevemente, Obrigado. |
|
Deixe-me o seu contacto e assunto, Obrigado | |
|
0
1
2
3
5
6
7
8
9
LOUCURA A DOIS
Lembra-te de mim No dia em que não me vires Ouve me em ti Lembra-te que estarei A cada momento presente Ouve o teu coração e sente Sente me sem teres medo Que até o que errei Mas nunca me esconderei Te estará sempre presente. Sara / João Frases soltas num segundo. |
LOUCURA
No início dos tempos, reuniram-se todos os sentimentos e qualidades dos Homens num determinado lugar da Terra. Quando o Aborrecimento já se queixava pela terceira vez, a Loucura, como sempre tão louca, propôs-lhes: - Vamos brincar às escondidas? A Intriga levantou a sobrancelha intrigada, e a Curiosidade, sem poder conter-se, perguntou: - Escondidas? Como é isso? - É um jogo, explicou a Loucura, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão, enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro que encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo. O Entusiasmo dançou, seguido pela Euforia. A Alegria deu tantos saltos que acabou por convencer a Dúvida e até mesmo a Apatia. Mas nem todos quiseram participar, a Verdade preferiu não se esconder...para quê? Se no final todos a encontravam? A Soberba opinou que era um jogo muito tonto (no fundo, o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela), e a Cobardia preferiu nem se arriscar. - Um, dois, três, quatro... – começou a Loucura a contar. A primeira a esconder-se foi a Pressa, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho. A Fé subiu ao céu e a Inveja escondeu-se atrás da sombra do Triunfo, que com o seu próprio esforço tinha conseguido subir para a copa da mais alta árvore. A Generosidade, quase não conseguia esconder-se, pois cada local que encontrava, parecia-lhe maravilhoso para alguns de seus amigos: se era um lago cristalino, ideal para a Beleza. Se era uma árvore viçosa, ideal para a Timidez se esconder na sua copa, se era o voo de uma borboleta ou uma rajada de vento, magnífico para a Liberdade. E assim, acabou por se esconder num raio de sol. O Egoísmo, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado e cómodo, mas apenas para ele. A Mentira escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris) e a Paixão e o Desejo, no centro dos vulcões. O Esquecimento, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante. Quando a Loucura estava lá pelos 999.999, o Amor ainda não tinha encontrado um local para se esconder, pois estavam já todos ocupados, até que encontrou uma roseira e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores. - "UM MILHÃO" – contou a Loucura e começou a busca. A primeira a aparecer foi a Pressa, apenas a três passos de uma pedra. O Egoísmo, nem teve que o procurar! Ele saiu disparado sozinho do seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto caminhar, à procura dos outros, a Loucura sentiu sede, e ao aproximar-se de um lago, descobriu a Beleza. A Dúvida foi mais fácil ainda, pois encontrou-a sentada sobre um muro, sem decidir de que lado se esconder. E assim, foi encontrando todos. O Talento entre a erva fresca, a Angústia, numa cova escura, a Mentira atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano) e até o Esquecimento, de que já havia se esquecido que estava a brincar às escondidas. Apenas o Amor não aparecia em local nenhum... A Loucura procurou atrás de cada árvore, debaixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas! Quando estava a ponto de se dar por vencida, encontrou um roseiral, pegou numa forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, ouviu um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o Amor nos olhos. A Loucura não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, chorou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia. Desde então, desde que pela primeira vez se brincou às escondidas na Terra, o Amor é cego e a Loucura sempre o acompanha... AUTOR: Desconheço( Enviado por Ana Paula P.) |
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve
música,
quem não
encontra graça em si mesmo
Morre lentamente
quem destrói seu
amor próprio,
quem não
se deixa ajudar.
Morre lentamente
quem se
transforma em escravo do hábito
repetindo todos
os dias os mesmos trajectos,
quem não muda de
marca,
não se arrisca a
vestir uma nova cor
ou não
conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem evita uma
paixão e seu redemoinho de emoções,
justamente as
que resgatam o brilho dos olhos
e os
corações aos tropeços.
Morre lentamente
quem não vira a
mesa quando está infeliz com o seu trabalho, ou amor,
quem não arrisca
o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho
quem não se
permite, pelo menos uma vez na vida,
fugir dos
conselhos sensatos...
Não se deixe
morrer lentamente !
NÃO SE
ESQUEÇA DE SER FELIZ !
Um texto de
Pablo Neruda
(Enviado por Paula S.) |
|
![]()
|
|||